Farol – Eduardo Srur

Farol – Eduardo Srur

É difícil passar despercebido por uma intervenção do artista Eduardo Srur. Conhecido por utilizar a paisagem urbana como plataforma para a sua arte, ele tem chamado atenção nos últimos anos ao inserir obras gigantes em lugares inusitados. Agora chegou a vez de o Rio.

Srur ocupa a lateral da Casa França-Brasil com a instalação uma réplica de um farol marítimo coberto por 20 mil ratos de borracha. A instalação ocupou o Vale do Anhangabaú, no centro histórico da cidade de São Paulo, em 2013.

CURIOSIDADES DA OBRA
– “Farol” é uma construção vertical de 9m de altura, composta de 20 mil ratos de borracha e graxa
– Existem no mundo 170 milhões de roedores, ou seja, 15 por habitante
– Foram aplicados 100kg de graxa sobre os ratos da instalação com a participação espontânea do público em São Paulo
– A estrutura metálica leva ainda madeira, acrílico, além dos ratos de borracha e da graxa
– São 9 m (altura) x 4 m (diâmetro)

Em VÍDEOS, confira uma videorreportagem em que Eduardo Drur fala sobre as três intervenções urbanas que ocuparam o centro de São Paulo na exposição “Sonhos e pesadelo”. “Uma delas é ‘Farol’, que busca a transformação da paisagem e a reflexão do expectador sobre espaços públicos que fazem parte da história da metrópole.”

SOBRE O ARTISTA
Eduardo Srur nasceu em São Paulo, em 1974 e é formado em Artes Plásticas e Comunicação pela Fundação Armando Alvares Penteado (FAAP). Realizou diversas intervenções urbanas, entre elas, “O aquário morto”, no Acqua Mundo, no Guarujá, em São Paulo, em 2014; “Cataventos”, na Praça Júlio Prestes, e “Bicicletas”, na estação de trem Júlio Prestes, ambas em São Paulo, em 2013.

Ele conta que se utiliza do espaço público para chamar a atenção para o cotidiano das cidades, sempre como o objetivo de ampliar a presença da arte na sociedade. “A ideia nasceu quando descobri que a metrópole tem uma das maiores populações de ratos do planeta. A estreia foi no Anhangabau pelo significado da palavra, que em tupi significa ”rio do diabo”, porque os índios acreditavam que o local era assombrado. Atualmente, a cidade encobre este poluído rio e seus afluentes contaminados, que transbordam na época de enchentes”, explica.